SALVADOR FAZ CENSO PARA IDENTIFICAR A ANEMIA FALCIFORME

 

Capital com maior incidência de Anemia Falciforme (AF), uma doença silenciosa, genética e prevalecente em média de 1 entre 380 nascidos vivos na população afro-descendentes nas Américas, Salvador está realizando um censo da enfermidade. O objetivo da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), responsável pela iniciativa, é obter dados mais precisos sobre os casos da enfermidade, identificar os pacientes e encaminhá-los ao tratamento adequado.O cadastramento dos moradores de Salvador com AF será feito até 5 de setembro nas 138 unidades básicas de saúde da cidade.A doença é causada por uma mutação genética que faz hemácia (a célula encarregada de transportar o oxigênio no sangue adquirir a forma de foice, dificultando este tipo de função).

Na cidade foram feitos 2.300 registros no Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan), em 2018. Em récem-nascidos, AF é facilmente detectada pelo Teste do Pezinho. Em adultos, através do exame eletroferese de hemoblogina. Com a doença as hemácias perdem elasticidade e endurecem, dificultando a passagem do sangue por pequenos vazos e a oxigenação dos tecidos. Ela provoca anemia crônica, amarelamento da pele e dos olhos, inchaços nos pés e nas mãos, normalmente acompanhados de dor intensa e crise dolorosa nos ossos.

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